Aracnofóbicos são um prato cheio. Hehe! E pra minha sorte, tenho dois amigos que sofrem deste mal, e o melhor, amigos o suficiente pra eu poder fazer das minhas repetidas vezes sem que eles me dêem uma porrada e nunca mais falem comigo.
O primeiro foi o Cláudio. Ele conta que tem uma vaga lembrança de, quando pequeno, acordar com uma caranguejeira andando calamamente no pescoço dele; ele imóvel, o pescoço ardendo, sem conseguir gritar nem fazer nada. Isso foi na casa dos pais dele no Bom Jardim, e foi pra lá que eu levei o cassete quando aluguei o recém chegado na locadoras Arachnophobia (http://www.imdb.com/title/tt0099052/). Se eu tenho pena? Éééééééé... um pouquinho, lá no cantinho à esquerda do ventrículo direito, pode ser. Eu senti mais-ou-menos quando eu construí uma aranha de bombril; ou quando eu o convenci a assistir o filme totalmente à contra-gosto; quando eu notei os nós dedos deles brancos na mão mulata de tanto apertar o assento da cadeira; quando escorreu o suor frio pelo canto da testa... Preparação, paciência, e na hora que o Jeff Daniels entra num celeiro atrás do ninho, a aranha pula da minha mão no pescoço dele! O grito que se seguiu me matou de vergonha. Ele parou, olhou pra mim com os olhos semicerrados, e eu tive outra canseira pra convencer ele a ver o filme até o fim. Era o mínimo que eu podia fazer.
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| Aranhazinhas de Plástico |
Pura maldade? Nãaah! Tratamento psicológico intensivo. Se eles estão curados? Venhamos e convenhamos, eu sou um bom arquiteto.

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